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Minas Gerais terá primeiro ambulatório para tratar distúrbio relacionado à doença renal crônica

 

Hoje, 19 de novembro, será inaugurado o primeiro ambulatório referência em Distúrbio Mineral e Ósseo da Doença Renal Crônica (DMO-DRC) de Minas Gerais, no Hospital Evangélico de Belo Horizonte. O objetivo é oferecer atendimento especializado para os pacientes portadores de DMO-DRC, área em que o Serviço de Nefrologia do hospital belo-horizontino é referência, em função da realização de biópsias ósseas (padrão-ouro para diagnóstico do distúrbio) e paratireoidectomias (cirurgias de retirada da paratireoide).

Com a inauguração do novo ambulatório, o Serviço de Nefrologia do Hospital Evangélico irá contemplar todas as modalidades de tratamento dentro da especialidade, com destaque para a área de DMO-DRC, e poderá criar um banco de dados para produção científica relacionada à doença. Os pacientes com doença renal crônica que serão atendidos no ambulatório devem apresentar algumas características específicas como suspeita de intoxicação por alumínio, hipercalcemia ou hipofosfatemia inexplicada, hiperparatireodismo secundário (HPTS) grave, deformidades ósseas e indicação de paratireoidectomia, entre outras condições.

Sobre o DMO-DRC

Os distúrbios na homeostase do cálcio, do fósforo, do calcitriol e do paratormônio ocorrem precocemente nos portadores da doença renal crônica e desempenham papel fundamental na fisiopatologia das doenças ósseas que acometem esses pacientes. Essa síndrome, antes conhecida pelo nome osteodistrofia renal (ODR), atualmente é denominada Distúrbio Mineral e Ósseo da Doença Renal Crônica (DMO-DRC), termo que reúne as alterações clínicas, bioquímicas e ósseas, além das calcificações extra-ósseas, frequentemente observadas na DRC.

A associação entre doença renal e óssea é conhecida desde o final do século 19, mas foi melhor compreendida nos últimos 40 anos, quando o tratamento dialítico e o transplante renal prolongaram a sobrevida dos pacientes com DRC. Esse aumento de sobrevida permitiu que se observasse as características e a evolução da doença óssea, considerada uma das complicações que mais aumentam as morbidades desses pacientes.

Parceria

Desde 2013, a equipe do Hospital Evangélico tem participado de eventos de biópsia óssea e discussão de casos de DMO-DRC e HPTS com especialistas do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP) e da área de Nefrologia da Amgen, maior empresa de biotecnologia independente do mundo para produção de medicamentos de alta complexidade.

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