Vacinação contra o HPV em meninos é essencial para o combate da doença


Curitiba supera meta da vacina contra gripe A em todas as etapas de vacinação da gripe A / H1N1. -Na imagem, vacinação contra a gripe A, na Boca Maldita. Curitiba, 10/04/2010 Foto: Joel Rocha/SMCS

De acordo com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Doenças do Papilomavirus Humano (INCT – HPV), o HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo com estimativa de que 50% da população sexualmente ativa já tenha sido infectada pelo vírus. A infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Dra. Andreia Maruzo Perejão, explica que isso se deve ao fato, principalmente, de o vírus nos homens muitas vezes ser assintomático, então eles transmitem a doença sem saber que estão infectados.

Por esse motivo, a partir de janeiro deste ano, o Ministério da Saúde passa a vacinar gratuitamente meninos entre 12 e 13 anos contra o HPV. “As vacinas, tanto em meninos quanto em meninas, focam numa faixa etária em que normalmente ainda não se iniciou a vida sexual, sendo mais efetiva a prevenção. No entanto, é possível em clínicas particulares a aplicação da vacina em outras idades”, informa a infectologista.

Segundo a infectologista, o vírus do HPV pode ocasionar verrugas genitais e alguns tipos de cânceres, como de colo de útero, de pênis, laringe e ânus, podendo levar a morte.  O tratamento é específico de acordo com cada diagnóstico. O principal para alcançar a cura do HPV – quando não há o desenvolvimento de câncer – é a eliminação das verrugas, seja por meio de medicamento ou cirúrgico. “É necessário sempre acompanhamento médico para garantir que os sintomas do vírus não retornarão. Os exames que identificam a doença são o Papanicolau no caso das mulheres e o Penioscopia no caso dos homens”, diz Dra. Andreia Maruzo Perejão.

A prevenção é feita pelo uso de preservativos, porém sem a garantia de 100% de eficácia. Por isso, a vacinação é de extrema importância. “A vacina, além de prevenir a doença, diminui a probabilidade de transmissão”, explica a infectologista. “É necessária a realização de todas as doses para a garantia da proteção. Dependendo da faixa etária e tipo da vacina, pode ser aplicada em duas ou três doses. Na rede pública, o esquema adotado é de duas doses. A vacinação é contraindicada apenas para quem é alérgico a algum componente da fórmula”, finaliza a profissional.

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