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Tratamento de varizes, realizado no Hospital São Rafael, entra no rol nacional de procedimentos do SUS

Após mais de três mil  baianos, portadores de varizes crônicas, terem recebido tratamento de Escleroterapia Ecoguiada com Espuma,  por meio de parceria firmada entre o Hospital São Rafael (HSR) e a Prefeitura de Salvador, o Ministério da Saúde incorporou o procedimento ao rol de cobertura do SUS, o que deverá garantir ampliação do acesso ao serviço, para a população de todo o país. Dentre as vantagens do tratamento  minimamente invasivo, está o rápido ou imediato retorno às atividades, com um resultado final similar ao da cirurgia, o que é possível em virtude de todo o processo ser realizado em ambiente ambulatorial.

Até a data da publicação da portaria, no final de janeiro, no Diário Oficial da União, o procedimento era realizado, via SUS, somente em Salvador, em mutirões realizados no São Rafael. Os pacientes com varizes crônicas passam por uma triagem na regulação da Secretaria de Saúde de Salvador e, atendendo aos critérios, que são as varizes mais calibrosas e/ou as úlceras decorrentes delas, são encaminhados para o procedimento, realizado no HSR pelo angiologista, Marcelo Liberato, difusor da técnica no Brasil.

Além de fazer os procedimentos, Liberato também capacitou 556 profissionais angiologistas e cirurgiões vasculares de todos os estados do país, para trabalharem com a Escleroterapia com Espuma. “O tratamento é eficaz e de baixo custo. Não é necessária sala operatória, anestesia e internamento. Em vez de retirarmos as varizes cirurgicamente, a inativamos, sem cortes. No ambulatório, injetamos a espuma tratando as varizes e úlceras venosas que são responsáveis pela baixa autoestima da pessoa e até mesmo pelo afastamento do trabalho devido a dores, inchaços, inflamação e diminuição da qualidade de vida”, pontua o médico.

Ele estima que no Brasil, cerca de seis milhões de pessoas sofram de problemas com varizes, sendo mais de um milhão com úlcera. Mas, somente 70 mil pessoas, por ano, conseguem ser atendidas pelo serviço convencional, por falta de apoio. A entrada do procedimento no rol do SUS vai, justamente, facilitar o acesso dessas pessoas ao tratamento. O serviço no São Rafael também será ampliado. O atendimento que hoje é feito em uma sala no ambulatório do Hospital, passará a ser oferecido numa unidade externa da instituição, mais ampla,  – o que vai possibilitar a duplicação do atendimento.

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