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Santa Casa da Bahia dribla crise do setor filantrópico com gerenciamento de custos

As Santas Casas possuem um papel indispensável no cenário econômico e nas políticas públicas de saúde do Brasil. Contudo, é notável que a defasagem nos valores praticados atualmente. Segundo Roberto Sá Menezes, provedor da Santa Casa da Bahia, as aplicações dos recursos oferecidos pelo governo é insuficiente para atender todas as demandas da sociedade. “A deficiência de recursos é uma realidade de todos, não exclusivamente dos filantrópicos. Para solucionar esse problema, é preciso uma decisão política, além da melhor seleção dos prestadores de serviço e de uma eficaz fiscalização da ampliação dos recursos.”

A discussão sobre a atual realidade das instituições filantrópicas merece atenção, visto que as suas contribuições são fundamentais para a assistência à saúde de milhares de brasileiros. De acordo com o provedor, alguns pontos do modelo filantrópico devem ser rediscutidos, como a modificação do Código Tributário Nacional e a obrigatoriedade de direcionar 60% dos atendimentos ao SUS.

“Administrar instituições, principalmente as de grande porte, exige tempo e profissionalismo dos gestores, só a abnegação não é suficiente para fazê-las sadias. Trabalhar com remuneração dos serviços prestados inferior aos custos, com obrigatoriedade de antender um percentual elevado é uma das dificuldades da gestão filantrópica”, complementa.

Com o desafio de manter a sustentabilidade sem perder a qualidade no atendimento e na prestação de serviços, a administração da Santa Casa da Bahia tem se concentrado no gerenciamento de custos através de negociações com fornecedores e prestadores de serviços. “Precisamos ser criativos e reduzir os custos sem comprometer o padrão. Temos gerenciado as despesas e negociado a redução dos preços constantemente com os fornecedores e prestadores de serviços.”

De acordo com Sá Menezes, além do atendimento ao Sistema Único de Saúde, a instituição atende pacientes particulares e do sistema de saúde suplementar a fim de administrar da melhor forma possível os recursos disponíveis. “Pensamos em manter a sustentabilidade financeira do negócio para ajudar cada vez mais pessoas que precisam dos nossos serviços e estão desassistidas pelo Estado”, explica.

Unidades

A Santa Casa da Bahia possui atualmente 5.800 colaboradores em todas as unidades da instituição. Com o propósito de buscar a excelência em seus procedimentos, a irmandade busca certificações e a capacitação da equipe.  “Não temos dificuldade em reter profissionais qualificados. Na Santa Casa, o colaborador é sempre valorizado e acredita na longevidade da instituição. Além disso, oferecemos condições de trabalho que diferencia das demais organizações e remunerações dentro do que o mercado pratica”, conta o provedor.

Atualmente, os maiores investimentos da Santa Casa da Bahia estão concentrados no Hospital Santa Izabel, uma das unidades da instituição que realiza em média 145 mil atendimentos e 15 mil cirurgias por ano. “No Santa Izabel, investimos constantemente em atualização tecnológica, requalificação das instalações, manutenção e qualificação do colaborador”.

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