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Paraíba ganhará 60 leitos de UTI com inauguração do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires

Um dos equipamentos hospitalares mais modernos do Estado da Paraíba, com mais de 20 mil metros quadrados de área construída, já está com obras em fase avançada. Trata-se do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, que será inaugurado ainda neste primeiro semestre.

Mais de R$ 150 milhões foram investidos pelo Governo do Estado, em parceria com o Governo Federal, para beneficiar mais de 2 milhões de pessoas com o primeiro hospital público especializado em neurologia e cardiologia da Paraíba. São 226 leitos, sendo 60 deles de UTI e um investimento de R$ 15 milhões mês para custear toda a unidade, quando utilizado 100% da capacidade.

A secretária de Saúde, Claudia Veras, chama atenção para a importância do hospital diante do perfil epidemiológico. “As doenças relacionadas ao coração são a maior causa de óbito em todo o mundo. Mais de 2 milhões de paraibanos serão beneficiados com a abertura do Hospital Metropolitano, que fará também os atendimentos pediátricos de cardiologia e neurologia”, ressaltou.

Sustentabilidade

O hospital terá sistema de refrigeração chiller central com água gelada, sem perdas de líquido, para a manutenção constante do ar em temperatura agradável para os pacientes e trabalhadores do local. Além disso, um reservatório com 200 mil litros garante que não haverá falta de água no ambiente.

Para manter a água quente para esterilização e outros procedimentos, 80 painéis solares estão dispostos no último piso do hospital, bem como cinco boilers de 5 mil litros cada. Uma estação de tratamento de água com capacidade de 240mil litros ao dia foi construída para que todo o esgoto produzido no hospital seja devolvido ao meio ambiente tratado, nas galerias pluviais que desaguam em rios próximos.

Obras em ritmo acelerado

Em todo o projeto foram utilizados mais de 8 mil metros cúbicos de concreto e 360 toneladas de aço para construção civil. No forro de cada pavimento, 13 projetos diferentes de engenharia foram executados para garantir que todos os serviços serão oferecidos no hospital, como água, luz, cabeamentos de diversos tipos, sistema de incêndio, entre outros.

Um heliponto de 40 metros quadrados, com capacidade para receber todos os modelos de helicóptero comerciais, foi construído para receber os pacientes que chegarem por via aérea e já está autorizado pela Anac.

No que se refere à cerâmica, foram utilizados mais de 34 mil metros quadrados, entre porcelanato, piso vinílico e piso condutivo, incluindo paredes com esse tipo de revestimento. Cinco geradores de alta capacidade poderão fornecer energia para o hospital inteiro, desde elevadores a salas de cirurgia. Eles responderão em 3 segundos a partir de uma queda de energia. Nas salas de cirurgia, nobreaks mantêm a energia constante impedindo qualquer oscilação que prejudique o procedimento realizado.

Em todo o hospital, foi aplicada tinta hospitalar própria para lavagem e higienização. Ao todo, foram 33 mil metros quadrados de pintura. Nas salas cirúrgicas foi usada tinta 100% epóxi anticorrosiva.

O monitoramento dos equipamentos de saúde dos pacientes também está garantido por 110 mil metros lineares de cabos de lógica em todo o hospital, que é totalmente interligado por rede de fibra ótica. Em cada leito haverá dois pontos de lógica para instalar equipamentos. Com essa estrutura, é possível oferecer internet de alta velocidade e monitoramento de alta capacidade para todos os pacientes.

No pico de execução do projeto, foram levantados cerca de 2 mil metros quadrados por mês de estruturas e mais de 600 profissionais trabalharam na construção do hospital.

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