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Instituições de saúde priorizam sistemas mistos e soluções que possibilitam o aproveitamento de recursos

Em tempos de crise, dispor de instalações que conciliem economia de recursos e segurança é vital para as instituições de saúde. Neste contexto, a tendência é investir em sistemas mistos de energia renovável e em soluções que permitam o reaproveitamento de recursos, como relata Gabriel Treger, vice-presidente da Temon, empresa que atua no segmento de montagens e instalações elétricas e hidráulicas.

“O estudo de fontes alternativas de energia – como as células fotovoltaicas combinadas ao sistema tradicional –, e a redundância nos circuitos alimentadores garantem a qualidade e segurança das instalações, de modo que não haja falha no sistema de energia das instituições de saúde”, explica Treger.

Nas subestações, é comum a adoção de sistemas de produção de energia a partir de geradores a diesel e a gás, que funcionam em paralelo com a concessionária de energia elétrica. Além disso, são instalados sistemas de alimentação com redundância, para a manutenção preventiva.

Já na parte hidráulica, de acordo com Denis Segura, diretor operacional da Temon, a eficiência é garantida por meio de estratégias como a instalação de sistemas de reaproveitamento de água nas bacias sanitárias e para irrigação, placas fotovoltaicas para a geração de energia solar e Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs).

“Nestas Estações, são utilizados sistemas químicos ao invés de biológicos, os quais têm maior precisão, são inteligentes e totalmente monitorados por BMS (Bulding Management System)”, pontua.

Desafios e perspectivas

Entre os serviços da Temon mais buscados pelas instituições de saúde, além da instalação ou substituição dos sistemas de energia, estão a expansão de leitos em hospitais e o retrofit das instalações.

“O principal desafio nestas atividades é o planejamento estratégico em conjunto com o cliente, para que as obras sejam executadas sem interromper atendimentos, sem causar desconfortos, barulhos, ou qualquer tipo de falta de energia, de água, ou de voz/dados. Além disso, é necessário realizar um trabalho conjunto de análise dos riscos e interferências eletromagnéticas que podem afetar os equipamentos de ressonância magnética e aceleradores lineares, por exemplo”, afirma Segura.

No ano passado, segundo Gabriel Treger, as instituições de saúde representaram 15% do portfólio de clientes da Temon. Em 2017, dependendo de um comportamento favorável do mercado, a empresa tem perspectiva de aumentar para 20% o percentual das instituições de saúde em seu portfólio.

Matéria publicada na 23ª edição da revista HealthARQ.

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