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Hospital 9 de Julho inaugura ala de Onco-Hematologia Infantil

O Hospital 9 de Julho dá mais um passo no tratamento de câncer e inaugura em maio uma nova Unidade de Onco-Hematologia Pediátrica. Com investimentos de R$ 6 milhões a nova ala terá 900 metros quadrados e 16 leitos. Está habilitado a atender pacientes diagnosticados com linfoma, leucemia mieloide aguda, leucemia linfocítica aguda, leucemia mieloide crônica, leucemia linfocítica crônica, Doença de Hodgkin, mieloma múltiplo e outras.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram diagnosticados 12 mil novos casos de câncer infantil no Brasil. A cada ano em torno de 80% dos pacientes apresentam grandes chances de cura.

Segundo o coordenador da equipe de onco hematologia pediátrica do Hospital 9 de Julho Victor Gottardello Zecchin, nas últimas quatro décadas, o tratamento do câncer infantil teve uma evolução extremamente significativa e isso se deve à tecnologia, principalmente, à evolução dos equipamentos, aos medicamentos direcionados e às combinações e protocolos muito bem estabelecidos. “E também ao fato de o tratamento ser adaptado às crianças”.

Estrutura

A inauguração faz parte do projeto de ampliação do atendimento em Oncologia do Hospital, focado na alta complexidade e procedimentos minimamente invasivos. Em 2016, foram inauguradas uma ala com 15 leitos para tratamento de doenças Onco-Hematológicas e Transplante de Medula Óssea (TMO) e uma UTI Oncológica, ambos para adultos.

O hospital possui um Centro de Diagnóstico e Tratamento com equipamentos de última geração como PET-CT, Cintilografia, Ressonância Magnética, e uma estrutura que inclui o Centro de Infusão, para aplicação de quimioterapia ambulatorial com acompanhamento especializado.

A nova ala conta ainda com:

Equipe com médicos especializados em câncer hematológico infantil;

16 leitos;

Filtro HEPA (high efficiency particulate air filter) com pressão positiva para remoção física de partículas para filtragem do ar, o que permite que os pacientes circulem nos corredores;

Tratamento especial para a água utilizada no setor, de modo a eliminar eventuais vírus e bactérias para pacientes com a imunidade comprometida que precisam do máximo cuidado para evitar infecções.

Medicina avançando

A nova ala do hospital também oferece tratamentos tecnológicos focados na doença, como a já conhecida terapia-alvo, como os anticorpos monoclonais, que são proteínas usadas pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar corpos estranhos. “São drogas que atuam mais na célula doente e menos no restante do corpo e, com isso, o paciente sofre menos efeito colateral com a vantagem de um tratamento direcionado”.

A antecipação às infecções que normalmente acometem os pacientes onco-hematológicos também é uma novidade no tratamento. Como esses pacientes ficam imunossuprimidos pela quimioterapia, especialmente quem precisou fazer transplante de células-tronco hematopoiéticas, novas modalidades de exames estão chegando ao Brasil e facilitarão o trabalho dos médicos para detectar estas infecções precocemente, segundo Victor.

“Como os pacientes onco-hematológicos são mais suscetíveis a infecções, a detecção e início de tratamentos precoces dessas complicações são essenciais”. Por isso, a nova ala contará com profissionais treinados e a estrutura necessária para evitar infecções e maximizar os resultados dos tratamentos.

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