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Custo-efetividade no tratamento de feridas em hospitais – Por Elaine Alboledo Monteiro

Parte importante das despesas hospitalares com os doentes internados, tanto na rede pública quanto particular, é o tratamento e a prevenção de feridas decorrentes de diversos quadros clínicos.

São muitos os casos que demandam atenção com relação à essa questão e a escolha da melhor terapia deve basear-se em fatores como anamnese do paciente e avaliação detalhada da ferida, identificação da causa subjacente, objetivo do tratamento, custo-efetividade, disponibilidade do curativo e adesão do paciente. Em termos de custo-efetividade, é essencial a avaliação completa do tratamento, bem como o tempo e a eficiência conquistada no processo terapêutico, para haver equilíbrio entre o objetivo a alcançar e as contas hospitalares.

Hoje em dia, os profissionais de saúde devem ser mais proativos na abordagem do tratamento de feridas para, além de capacitar e envolver os pacientes nos cuidados, reduzir os custos e agregar valor econômico. É preciso saber a hora certa de adotar novas e avançadas tecnologias de alta necessidade, a fim de que o processo de cicatrização seja acelerado. Além do valor humano, o encurtamento do tempo de terapia gera a diminuição dos custos, graças à catalisação de procedimentos que envolvem diversos profissionais no ciclo de trabalho dos hospitais.

Em muitos serviços da prática gerencial, os resultados são mal definidos e mal mensurados. Nem sempre o preço do produto unitário reflete o valor real do tratamento, porém, muitas vezes, a tecnologia com maior preço de mercado traz resultados em menor tempo. Nestes casos o resultado em relação ao custo total é mais satisfatório do que quando se opta pela solução mais barata.

Os curativos são os pilares do cuidado com as feridas. Atualmente, existem no mercado marcas que apresentam produtos com tecnologias inovadoras e de excelente qualidade, que proporcionam muitos benefícios e contribuem para uma boa relação custo-efetividade.

Alguns produtos para curativos, por exemplo, podem até ser mais caros do que a média do mercado, contudo apresentam maior capacidade de absorção da secreção e melhor fixação do adesivo, além de serem suaves no contato com a pele do paciente e terem uma durabilidade maior. Com isso, as trocas de curativos são realizadas em intervalos de tempo maiores, o que minimiza as dores causadas pelo procedimento e possíveis prejuízos ao processo cicatricial, além de permitir a redução da quantidade de produtos consumidos por tratamento.

Para exemplificar, um curativo à base de espuma de absorção e silicone tem uma capacidade alta de absorvência da exsudação e permite um espaçamento maior entre as trocas de curativo. Assim, quando comparamos com um curativo tradicional, registramos um número menor de procedimentos semanais e garantimos mais conforto para o paciente – que não necessita fazer uso de medicamentos para alívio da dor, devido ao silicone.

Portanto, na análise geral dos custos, apesar de uma unidade de cobertura com tecnologia avançada ser mais dispendiosa isoladamente, registra-se redução média de 30% nas despesas relacionadas ao total de materiais e medicamentos utilizados semanalmente, além de menos investimento no tempo da equipe de enfermagem.

As tecnologias inovadoras surgem justamente para oferecer eficiência, com a diminuição do tempo de terapia e a disponibilidade de maior conforto e segurança ao paciente, o que aumenta sua adesão ao processo terapêutico e garante melhor resposta de cicatrização. São produtos que fazem a diferença para o profissional – segurança na indicação e praticidade no uso – e para o enfermo – conforto, solução do problema e menor tempo de tratamento.

Por fim, acredito ser relevante o olhar das instituições e operadoras de saúde no investimento em tecnologias inovadoras para o tratamento de pacientes, com um olhar que ultrapasse o custo momentâneo e mensurável. A abordagem deve levar em conta também outras despesas que geralmente não são avaliadas, como sequelas decorrentes de uma terapia menos eficaz. Estas despesas trazem gastos incalculáveis, tanto para instituições como para operadoras de saúde.

* Artigo escrito por Elaine Alboledo Monteiro, clinical Manager da BSN medical no Brasil

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