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Aplicação da tecnologia na saúde não pode gerar segregação

A sexta edição do Growth Innovation Leadership (GIL), promovido pela Frost & Sulivam, no Brasil, reuniu cerca de 350 executivos e líderes do setor de saúde e outros segmentos da economia, no Hotel Unique, em São Paulo, para discutir como o emprego de novas tecnologias como m-Health e telemedicina e a atenção primária podem impactar o setor de saúde.

Rita Ragazzi – gerente de pesquisa e consultoria para a América Latina da Frost & Sullivan.

Com o tema “Transformação Digital” o objetivo do GIL é falar sobre inovação e crescimento, trazendo diferentes segmentos da economia para discutir questões relacionadas, levando integração aos setores criando oportunidades e desenvolvendo lideranças.

De acordo com a transformational health research manager da Frost & Sulivan, Rita Ragazzi, a tecnologia, hoje, vem sendo encarada de maneira ainda elitizada, tendo em vista a grande concentração de seu emprego no setor privado. Porém, principalmente tecnologias de informação e IoT são essenciais para trazer acessibilidade ao setor de saúde, atuando de maneira mais crítica no setor público. “Um exemplo é a descentralização da saúde, seja ela pública ou privada para que consigamos fazer um sistema mais equilibrado e sustentável em longo prazo, principalmente em um setor de saúde como o brasileiro, que possui características de sistema, população e acesso peculiares, e a grande solução que a tecnologia pode prover é a acesso de uma maneira menos custosa e mais democrática.”

Denise Santos: CEO da BP – Beneficência Portuguesa de SP

Durante o debate promovido, a CEO da BP, Denise Santos,  apontou a importância da TI ocupar uma cadeira no board da instituição e trabalhar de maneira estratégica desenvolvendo e apresentando soluções para melhorar processos, reduzir custos e, principalmente, aumentar o acesso à saúde.

“Para nós é impossível falar sobre estratégia ou tecnologia sem a presença do CIO da entidade. Ele possui um entendimento fundamental sobre o papel do negócio, dos processos e do que é relevante para o nosso cliente, seja ele paciente ou médico. O CIO que não consegue entender sobre a estratégia macro da empresa e com isso ajudar no caminho definido estrategicamente não tem seu papel cumprido. Por esse motivo ele precisa estar no board da empresa. Um plano diretor de TI precisa estar alinhado com o planejamento estratégico da empresa”, afirma Denise.

O professor da Faculdade de Medicina da USP, Gonçalo Vecina, também vê com otimismo o emprego da tenconologia no setor de saúde, porém faz ressalvas sobre sua utilização, uma vez que, sem vontade política ou ações efetivas por parte dos setores públicos e privados de nada adiantariam suas aplicações. “Precisamos tomar cuidado para que o uso em larga escala não acabe gerando uma segregação dentro do setor de saúde e excluindo aqueles que não tiverem recursos para aderir à programas de atenção primária ou determinados tratamentos”.

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