Unimed do Brasil investe em interoperabilidade

Sistema Unimed disponibilisa integração para suas 346 unidades autônomas. Interoperabilidades é baseada em OpenEHR

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Hoje muitos atendimentos clínicos no Brasil são realizados sem que o médico responsável tenha tido acesso a informações prévias e de histórico dopaciente. Este cenário se dá pela falta de um sistema de Registro Eletrônico de Saúde (RES), no qual diferentes profissionais de saúde tem acesso a um prontuário único do paciente.

De acordo com o IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), 42% dos estabelecimentos públicos brasileiros concentram os registros dos pacientes armazenados em papel. Nas instituições privadas, esse índice é de 23%. Ainda assim, 64% dos brasileiros se interessam pelo armazenamento digital de dados clínicos.

Segundo a pesquisa Datafolha encomendada em 2016 pela Confederação Nacional das Cooperativas Médicas – Unimed do Brasil, dentre as pessoas que apoiam o uso de prontuários médicos, 58% concederia acesso total às suas informações pelos médicos com os quais passarem por consultas. 

Unimed do Brasil está oferecendo às cooperativas autônomas do Sistema Unimed a implementação do Registro Eletrônico de Saúde (RES), que integra informações clínicas, facilitando a prática médica, o controle de indicadores epidemiológicos e o desenvolvimento de programas de saúde de acordo com as necessidades regionais e específicas de cada Unimed, além de parcerias com o sistema público de saúde para definição de ações voltadas à gestão de saúde populacional.

O Registro Eletrônico de Saúde desenvolvido pela Unimed do Brasil é uma plataforma com informações sobre a saúde do indivíduo, reunindo elementos clínicos, exames, internações, dentre outras referências da cadeia de atendimento, por meio da interoperabilidade desses dados, permitindo que eles sejam consultados entre sistemas e unidades de saúde.

Todas as Unimeds que se integrarem ao RES deverão verificar seu nível de segurança para tráfego das informações dos clientes. Desta forma, as Unimeds que aderirem ao RES terão de cumprir requisitos técnicos para salvaguardar os dados disponibilizados na plataforma. Os mecanismos de segurança utilizam como diretiva as recomendações previstas no Manual de Certificação para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde (S-RES), mantido pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS).

O RES da Unimed do Brasil vem sendo apresentado à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desde a sua construção. Essa condição tem levado tanto a Agência quanto o Ministério da Saúde a mencionar o RES da Unimed como referência técnica em diferentes fóruns de discussão sobre o tema.

O acesso, tanto pelos profissionais de saúde como pelos beneficiários, é controlado por meio de uso de login e senha, com registro de todos os acessos e consultas para eventuais verificações posteriores, de forma que todos são responsáveis pela confidencialidade, sigilo e proteção dos dados.

O RES poderá ser utilizado por qualquer prestador da Unimed que deseje interoperar com o Sistema Unimed e não somente em recursos próprios.