Hospital 9 de Julho investe R$ 1 mi em Hemodiálise

O Hospital 9 de Julho (H9J) é a primeira instituição a trazer para o País o mais moderno sistema de Hemodiafiltração, técnica que permite filtrar mais toxinas do que em uma hemodiálise convencional. Foram investidos R$ 1 milhão na compra de 15 equipamentos, que chegarão até o final de março e devem entrar em funcionamento em abril.

Com a iniciativa, o H9J substituirá as atuais máquinas de hemodiafiltração para os modelos 5008S Cordiax, com uma tecnologia ainda mais moderna. “Uma das inovações mais importantes é o controle automático que facilita o aumento do volume de filtragem, mas sem perder de vista o cuidado com a hemoconcentração”, explica a Dra. Zita Brito, nefrologista do Centro de Rim do Hospital 9 de Julho. Hemoconcentração ocorre quando a diálise retira excesso de líquido do organismo, deixando o sangue muito concentrado, o que dificulta a circulação.

Estudos indicam que o procedimento com alto volume de filtragem reduz em até 33% o risco cardiovascular, em 22% a hospitalização, além do risco de queda de pressão, que esta relacionada à rápida diminuição do volume sanguíneo. Estes pacientes apresentam melhor controle da anemia, doença óssea e menor resposta inflamatória.

O aprimoramento das técnicas de diálise é uma importante ferramenta no apoio terapêutico do paciente, já fragilizado pela redução de sua capacidade natural de filtragem. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia, um em cada 10 brasileiros tem algum problema nos rins e 70% de quem está em tratamento dialítico descobriu a doença tardiamente. Por isso, a prevenção é outro ponto fundamental e a avaliação da função renal precisa ser incluída no check up anual de pacientes predispostos, como os hipertensos, diabéticos e com histórico familiar.

Em uma Hemodiálise, o sangue passa por um filtro com o dialisato, ou volume de substituição, uma solução que tem as mesmas substâncias do sangue fundamentais para o bom funcionamento do organismo. A diferença entre o que há no dialisato e no sangue em processo de filtragem é arrastada para fora do filtro. Na hemodiafiltração, o sistema é mais eficiente e permite o arraste de moléculas maiores do que na Hemodiálise.

Com a nova tecnologia, a máquina analisa se este arraste está sendo realizado de maneira a manter o equilíbrio de líquidos no sangue e, quando necessário, amplia automaticamente o volume de substituição, o que aumenta a eficiência da filtragem já levando em consideração a prevenção à hemoconcentração.

Investimentos

Em 2013, o hospital já havia realizado um aporte de R$ 280 mil em hemodiafiltração o que, somando-se ao novo investimento, totaliza R$ 1,2 mil em três anos. “O paciente dialítico já sofre com uma série de efeitos colaterais e todas as limitações de um tratamento contínuo, por isso estamos sempre pensando em soluções para tornar a espera por um rim menos dolorosa e cansativa”, observa a especialista e finaliza: “nenhum tratamento substitui a função renal, mas a Hemodiafiltração é o que temos de mais avançado na retirada de toxinas do corpo do paciente”.

Sobre o Hospital 9 de Julho: Fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade e tem focado seus investimentos no atendimento a traumas (incluindo médicos especializados em queimados) e nos Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Cirurgia Metabólica e Bariátrica; Trauma ; Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher e Longevidade.

Com cerca de dois mil colaboradores e quatro mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 318 leitos, sendo 78 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, especialistas em procedimentos de alta complexidade, além de um Centro Cirúrgico com capacidade para até 14 cirurgias simultâneas.