O FDA, órgão regulador do setor de saúde nos EUA , emitiu, esta semana, uma notificação para os consumidores norte-americanos alertando que 465 mil marcapassos estão vulneráveis a cyberataques e precisam de uma atualização de software.

De acordo com o Engadget, os dispositivos vulneráveis foram produzidos pela Abbott (anteriormente chamada St. Jude Medical) e os modelos afetados incluem o Accent, Anthem, Accent MRI, Accent ST, Assurance e Allure.

A vulnerabilidade identificada pela agência norte-americana não está nos marcapassos, mas sim nos transmissores que enviam as informações cardíacas do paciente para uma plataforma em nuvem que pode ser acessada por médicos. Essa conexão entre os dispositivos permitiria, por exemplo, que um hacker esgotasse a bateria do dispositivo ou alterar o batimento cardíaco do usuário.

O crescente número de dispositivos de saúde conectados à internet aumenta a preocupação com a segurança dos pacientes e, embora, os pesquisadores de segurança tenham avisado sobre os riscos há anos, esta é a primeira vez que um governo reconhece os dispositivos médicos como uma ameaça.

Em 2016, foram identificadas vulnerabilidades nos sistemas de marcapassos e desfibriladores da St. Jude Medical Inc., fabricante de implantes cardiacos, após um paciente, Muddy Waters, contratar uma empresa de segurança para testar a vulnerabilidade de seu marcapasso. Indignada com o ato, a St. Jude negou os fatos afirmando que seus sitemas eram seguros e processou Waters.

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