Luz para Todos é tema de Audiência Pública na Câmara

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Foto: Divulgação
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O diretor-nacional do Programa Luz para Todos, Aurelio Pavão de Farias, participou na quarta-feira (2/12), de Audiência Pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. O objetivo da Audiência foi debater a situação atual do Programa Luz para Todos.  Na ocasião, ele apresentou dados do Programa e falou sobre o andamento das obras e perspectivas futuras, como o atendimento às famílias da região Amazônica.

“Os resultados do Programa são exitosos. A existência de pessoas ainda sem energia elétrica em suas casas foi o que motivou o governo a prorroga-lo, principalmente para atender às famílias residentes em regiões remotas, no Norte e Nordeste do país”, declarou Aurelio Pavão de Farias.

Nelson Leite, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), afirmou que é necessário um esforço conjunto de toda a sociedade brasileira para completar o trabalho do Luz para Todos. “Só para se ter uma ideia da magnitude do Programa, em 120 anos construímos em torno de 2 milhões de quilômetro de redes de distribuição. Em apenas oito anos do Programa, foram construídos 1,5 milhão de quilômetros,  quase a mesma quantidade em muito menos tempo”, declarou Nelson Leite.

Os parlamentares solicitaram ao representante do Ministério de Minas e Energia  que verifique a possibilidade de firmar novos contratos para atender as famílias que ainda não dispõem de energia elétrica em suas casas.

Também participaram representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Eletrobras, governo do Estado da Bahia e distribuidoras da Bahia (Coelba) e Minas Gerais (Cemig).

Números

O Programa Luz para Todos levou, desde 2003,  energia elétrica a 3,2 milhões de famílias beneficiando 15,6 milhões de pessoas. Nestes 12 anos de atuação, foram investidos R$ 22,7 bilhões, nas obras do Programa sendo R$ 16,8 bilhões recursos do governo federal, e os demais dos governos estaduais e as distribuidoras de energia. A última prorrogação do Programa ocorreu em dezembro de 2014, por meio do Decreto 8.387, para atender a 206,2 mil famílias, 1 milhão de pessoas até dezembro de 2018. Cerca de 100 mil dessas pessoas encontram-se na Amazônia.

Além das famílias, continuam prioritários os atendimentos a escolas rurais, às populações localizadas em áreas da extrema pobreza, quilombolas, indígenas, assentamentos, ribeirinhos, pequenos agricultores, famílias em reservas extrativistas e as afetadas por empreendimentos do setor elétrico, além de poços de água comunitários.