Fim da joint venture com a Shell faz Saudi Aramco assumir controle sobre maior refinaria dos EUA

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A maior refinaria dos Estados Unidos na mão de árabes. Esse é o cenário que se desenha para o futuro próximo, com o anúncio do fim da joint venture entre Saudi Aramco e Shell. Um dos ativos detidos pela Motiva Enterprises é a refinaria texana Port Arthur, que passará a ser detida pela subsidiária americana da downstream da Saudi Aramco, que manterá o nome Motiva.

O anúncio foi feito com base em decisões empresarias de ambas as empresas. A Saudi Aramco se prepara para realizar sua primeira oferta pública de ações no mercado e a Shell pretende vender US$ 30 bilhões em papéis ao longo dos próximos três anos. O vice-presidente para downstream da Saudi Aramco, Abdulrahman Al-Wuhaib (foto), afirmou que a parceria de tantos anos foi muito importante para as empresas, mas que “é hora para os parceiros procurarem individualmente seus objetivos em downstream”.

A joint venture detém três refinarias no Golfo México, com uma capacidade de processamento de mais de 1,1 milhão de barris de óleo por dia. A refinaria Port Arthur conta com 26 terminais de distribuição, além de ser dona de uma licença exclusiva para uso da marca Shell na produção de gasolina e diesel voltado para os mercados do Texas, Vale do Mississipi e mercados de outras regiões americanas.

Na divisão dos ativos, a Shell ficará com 100% das ações das refinarias Norco, onde a Shell trabalha com sua divisão de químicos, e Convent, ambas na Louisiana, além de nove terminais de distribuição e os mercados da Flórida e região noroeste do país. “Nos propusemos a dividir os ativos. Isto está em conformidade com a estratégia dos grupos, em tornar mais simples e rentáveis as atividades”, afirmou o diretor de Downstream da Shell, John Abbott.