Scott Atlas, da Universidade de Stanford, visita o Brasil para falar sobre ressonância magnética


Conhecido internacionalmente por trabalhos e estudos em neurorradiologia, Scott Atlas, Colaborador Sênior do Hoover Institution da Universidade de Stanford, visitou o Brasil para falar sobre o avanço da ressonância magnética na neurologia. “A ressonância magnética também é essencial na exclusão de uma doença grave. Muitos distúrbios de doenças dependem desta tecnologia para o diagnóstico inicial e acompanhamento. Vale ressaltar também que a ressonância ajuda a evitar testes mais invasivos, que usam radiação ou exigir cirurgia.” Atlas também afirma que os avanços tecnológicos neste campo nunca param, independentemente dos desafios econômicos. “O diagnóstico por imagem economiza custos ao proporcionar a possibilidade de eliminar procedimentos caros e desnecessários.”

O especialista realizou palestra no SENAI para importantes formadores de opinião na neuroradiologia e também um webseminar para atender todos os públicos da América Latina realizado na GE.

Confira a entrevista abaixo:

1 – Como você analisa a importância da ressonância magnética (RM) no diagnóstico médico?

– A RM é uma das ferramentas mais importantes na assistência médica de hoje. As três principais causas de morte são o câncer, doença cardíaca e derrame. Os avançados diagnóstico por  imagem, incluindo tomografia computadorizada e ressonância magnética, são usados ​​na grande maioria desses pacientes. A RM é também uma ferramenta essencial na exclusão de uma doença grave em uma grande porcentagem de pacientes com os sintomas mais comuns, como dor de cabeça e dor nas costas significativa. Todos os graves distúrbios neurológicos em adultos e crianças dependem de ressonância magnética para o diagnóstico inicial e acompanhamento. A RM tornou-se uma ferramenta importante no diagnóstico de doenças mais graves para as mulheres, incluindo câncer de mama, doença pélvica e doenças autoimunes. É uma ferramenta essencial para o diagnóstico de lesões esportivas. A RM ajuda a evitar testes mais invasivos, que usam radiação ou exigem cirurgia. Uma vez diagnosticada, quase todos os pacientes com câncer são gerenciados com a ajuda da ressonância magnética.

2- Como você analisa os avanços em nessas tecnologias disponíveis no mercado?

– Os avanços em tecnologias de imagem continuaram apesar dos desafios econômicos. Recentes avanços têm permitido o avanço da medicina personalizada, onde a genética são utilizadas para o diagnóstico e tratamento direto. O diagnóstico por imagem e suas tecnologias são fundamentais para que a revolução que ocorra.

3- Muito se fala sobre o excesso de exames e como isso acarreta em altos custos para a instituição. Qual é a sua opinião sobre isso?

– É verdade que os médicos devem ser tão eficientes quanto possível, tanto na solicitação de diagnóstico, como em outros aspectos de cuidados médicos. No entanto, a informação é essencial para o atendimento ao paciente, tanto no momento do diagnóstico e durante o acompanhamento. Esses diagnósticos tornaram-se muito importante na última década e, muitas vezes, eles proporcionam a redução de custos, uma vez que diminuem assim as internações hospitalares, permitindo diagnósticos mais precisos e eliminando procedimentos caros, desnecessários.

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