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Hospital São Rafael inicia nova fase de pesquisas com células-tronco

 

As pesquisas com transplante de células-tronco para pacientes com trauma raquimedular, desenvolvidos pelo Centro de Biotecnologia e Terapia Celular (CBTC) do Hospital São Rafael, na Bahia, entraram em uma nova fase, para a qual foram elaborados quatro diferentes estudos clínicos, com objetivo de avaliar a segurança e eficácia da terapia com células mesenquimais autólogas (material do próprio paciente) de medula óssea em pacientes com diferentes perfis de trauma raquimedular.
O primeiro estudo é destinado a pacientes paraplégicos em decorrência de trauma raquimedular com lesão completa, em que houve perda total de função neurológica abaixo do nível da lesão. Nesse estudo piloto será testado o transplante de células mesenquimais de medula óssea diretamente no local da lesão, pela injeção através da pele do paciente, guiada por imagens de tomografia computadorizada. Os cinco voluntários para esta etapa já foram selecionados e os três primeiros pacientes já realizaram o procedimento, sem intercorrências. Eles estão sendo avaliados, periodicamente, para determinação da segurança e eficácia potencial. Outros três estudos, envolvendo um maior número de pacientes, ainda serão realizados, após as devidas autorizações para pesquisas, com a expectativa de beneficiar muitas pessoas.
A pesquisa
O CBTC é um dos oito centros do Brasil selecionados pelo Ministério da Saúde para desenvolver estudos e terapias celulares de alta complexidade, sendo o único da região norte-nordeste do país e integrante da Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC), responsável pela realização de pesquisas e trabalhos experimentais, como a de células-tronco para o tratamento de lesão medular.
Os estudos de transplante de células mesenquimais para pacientes com trauma raquimedular são coordenados pelo Dr. Ricardo Ribeiro dos Santos e financiados com recursos do BNDES. Esse trabalho começou a ser desenvolvido no ano de 2011, e sua primeira fase consistiu de uma injeção única de células mesenquimais de medula óssea, do próprio paciente, através uma neurocirurgia e foi voltada para pacientes com trauma raquimedular e paraplegia com lesão completa, num total de 14 voluntários.

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