Home / Saúde Online / Governo Federal amplia em 55% repasses para o Instituto Estadual do Cérebro

Governo Federal amplia em 55% repasses para o Instituto Estadual do Cérebro

Unidade recebe reforço de R$ 25,1 milhões. Com o montante, chegará a R$ 70,4 milhões o apoio federal por ano, equivalente a mais 80% do financiamento da instituição. Para o estado do RJ, são anunciados mais R$ 113 milhões para reforçar o atendimento da população

O Instituto Estadual do Cérebro (IEC) Paulo Niemeyer ganha reforço na ordem de R$ 25,1 milhões por ano para ampliar e qualificar o atendimento oferecido por meio do SUS à população do Rio de Janeiro. O valor representa um incremento de 55% no orçamento da instituição. O estado receberá ainda mais R$ 113 milhões adicionais para custeio da saúde. Os anúncios são feitos pelo presidente da República, Michel Temer, e ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta sexta-feira (15), durante visita ao instituto.

Do total do novo recurso para o IEC, R$ 24 milhões são referentes ao custeio e manutenção dos serviços e estrutura da unidade e R$ 1,1 milhão diz respeito à habilitação do instituto em neurologia/neurocirurgia. Desde 2013, quando foi inaugurado, o instituto recebe anualmente do Ministério da Saúde R$ 45,3 milhões para custear leitos e demais serviços para garantir a assistência aos pacientes. Com os novos repasses, agora serão R$ 70,4 milhões do Governo Federal por ano. Atualmente, o custeio total da unidade é de R$ 86,4 milhões/ano. Com a ampliação do repasse federal, o Ministério da Saúde responderá por 81% do seu financiamento.

Já os R$ 113 milhões adicionais para o estado serão utilizados em 16 municípios, ampliando a assistência em 29 serviços, como UPAs, atendimento de traumatologia, realização de exames, transplantes e atendimento em maternidades.

Radiocirurgia

Nesta sexta-feira (15) também será inaugurado o Centro de Radiocirurgia Do Instituto Estadual do Cérebro. Na ocasião, será apresentado o equipamento Gamma Knife, tecnologia única na rede pública de saúde do país para tratamento de tumores cerebrais e outras doenças neurológicas, como o Mal de Parkinson. O aparelho utiliza a técnica conhecida como radiocirurgia, uma intervenção cirúrgica com a utilização de radiação, sem a necessidade de incisões. Apenas duas outras unidades de saúde do país possuem o aparelho, ambas particulares.

Referência em neurocirurgia no Rio de Janeiro, o IEC Paulo Niemeyer tem gestão estadual, funciona 24h por dia e faz atendimentos apenas por demandas referenciadas pela Central Estadual de Regulação. Após primeiro diagnóstico de necessidade de neurocirurgia em outra unidade, o paciente é encaminhado para consulta, avaliação de exames e risco cirúrgico.

Com mais de 4,5 mil cirurgias, 47 mil consultas e quase 528 mil exames realizados desde quando foi inaugurado, em julho de 2013, o IEC é uma unidade de excelência no quadro da saúde pública brasileira, sendo o primeiro centro voltado exclusivamente ao tratamento de doenças neurocirúrgicas.

O IEC atende nas especialidades de neurocirurgia adulto e pediátrica, neuroendocrinologia, movimentos involuntários (Parkinson), epilepsia adulto e pediátrica, neurovascular, neurointensivismo e neurofisioterapia. Atualmente, a unidade conta com mais de 800 profissionais e colaboradores.

As instalações são equipadas com quatro salas cirúrgicas, cinco leitos de recuperação pós-anestésica, equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, hemodinâmica cerebral de alta definição, vídeo-eletroencefalograma, e ainda laboratórios de biologia molecular, de neuropatologia e de biomedicina do cérebro, laboratório de análises clínicas e demais serviços auxiliares de diagnóstico e terapia.

Microcefalia

A unidade ainda atende, por meio do Projeto Zika, crianças notificadas com microcefalia causada por este vírus, com profissionais de Pediatria, Neurologia, Oftalmologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia e Serviço Social. Desde março de 2016, quando o projeto foi iniciado, já foram feitas 1.935 consultas, resultando em 450 crianças atendidas.

No instituto, os bebês e as famílias passam por consultas multidisciplinares, além de terem acesso a exames. O acolhimento aos bebês com microcefalia sob suspeita de exposição ao vírus zika consiste na oferta de atendimento multidisciplinar, além de diversos exames complementares, como ressonância magnética, eletroencefalograma, entre outros.

Sobre

Verifique também

Carlos Eduardo Gouvêa, do IES, fala sobre as ferramentas de Governança e Compliance como estratégia para garantir a sustentabilidade do mercado de saúde

O Brasil avançou rumo a uma maior transparência na área da saúde. É o que …