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Governança cooperativista traz bons resultados para Unimed Belém

A história da Unimed Belém começa na década de 80. Fundada em 28 de abril de 1981, contou no seu início com 21 médicos e com atuação bastante limitada a capital.

Hoje, a instituição é uma das marcas mais lembradas do Estado e vem investindo intensamente em tecnologia e profissionalização de seus colaboradores.

“Na conjuntura atual com índices alarmantes de desemprego e PIB negativo, manter a sustentabilidade de qualquer empresa é tarefa possível somente com aumento da eficiência e eficácia em todos os processos da cadeia produtiva da saúde suplementar. A efetividade destas medidas implica diretamente em ter pessoas capacitadas e comprometidas em buscar os resultados que precisamos, por isso investimos, cada vez mais, na profissionalização do corpo funcional, retirando o viés político da nomeação de pessoas sem a devida capacitação como acontecia no passado”, afirma Wilson Yoshimitsu Niwa, Diretor Presidente da Unimed Belém.

O diretor considera que cooperativismo médico no Brasil enfrenta uma fase de transição em que os fundadores da maioria das cooperativas médicas estão passando sua gestão para uma geração de novos médicos gestores. “Esta transição se faz necessária e premente, frente à necessidade de ter uma visão mais profissional na gestão das cooperativas e, diante do novo cenário da saúde suplementar e a entrada de novos players que tornam o mercado cada vez mais agressivo e competitivo, deixando claro que não haverá espaço para gestores sem conhecimento técnico e capacitação para disputar este mercado. Cada vez mais, o fisiologismo das antigas organizações cooperativistas tende a dar espaço à implantação de uma governança cooperativista.”

O compromisso com os princípios e valores do cooperativismo, como transparência e honestidade, e o apoio dos cooperados, foram a base para o engajamento. Assim, a atual gestão pode realizar ações necessárias na busca dos resultados alcançados nos últimos três anos.

As maiores evidências que revelam o sucesso da gestão estão explicitadas nos índices de reclamações do cliente na ANS. “A taxa de reclamação da Unimed de Belém é muito abaixo em relação a outras operadoras de mesmo porte. Além disso, a recuperação dos índices econômicos e financeiros salta aos olhos dos órgãos reguladores, onde a empresa saiu de um PL negativo de 147 milhões em setembro de 2014, para um valor de 52 milhões positivos em fevereiro de 2016”, explica Niwa.

Para 2016, a instituição tem como metas a conclusão do Hospital Pediátrico que trará um diferencial competitivo e maior satisfação para o cliente, além de resolver um problema crônico da falta de leitos pediátricos na rede credenciada. Está previsto também a realização de reformas em todas as unidades, localizadas em pontos estratégicos da cidade.

Ainda assim, o maior desafio em 2016, segundo o gestor, será adequar a receita decrescente aos custos assistenciais cada vez maiores. “Nossa meta é manter a sinistralidade dentro de patamares que permitam a empresa concluir o plano de saneamento iniciado em 2014, sem comprometer o atendimento e a renda do cooperado.”

Qualidade

 Há várias iniciativas estruturadas por meio de projetos e planos de ação, alinhadas ao planejamento estratégico da Cooperativa que visam qualificar continuamente os recursos próprios, incluindo o Hospital Geral da Unimed Belém.

Segundo Lourival Rodrigues Marsola, Coordenador do Núcleo de Ações Estratégias, as ações vão desde a implementação de Protocolos Assistenciais, definição de objetivos, metas e indicadores de desempenho, treinamentos e auditorias internas, até o estabelecimento de procedimentos operacionais padrão.

“Os trabalhos intensificados desde 2014 já renderam frutos. No ano de 2015, foram apresentados cases de sucesso em congresso internacional (QUALIHOSP) e, em 2016, foram apresentados dois cases de sucesso no Encontro Nacional Unimed de Recursos e Serviços Próprios, sendo um deles premiado”, afirma.

Sobre a governança clínica da instituição, Marsola explica que a estratégia utilizada promove o envolvimento, a participação e a conscientização de todos. “Projetos, campanhas internas, treinamentos, integração entre as áreas e a participação ativa da alta direção são os principais fatores desse processo de gestão em saúde.”

Tecnologia

A lista de inovações e soluções que a Unimed Belém vem adotando é grande. Entre tais investimentos, destaca-se a aquisição de equipamentos de imagens de raio X, além do sistema de PACS.

O setor de tecnologia também se dedicou no desenvolvimento do portal de transparência, com o objetivo de estabelecer um relacionamento mais próximo e cristalino com o Sócio Cooperado e beneficiário. “Também estamos construindo o Portal Unimed Belém, que obedecerá todas as exigências da ANS”, afirma André Luiz Maciel Neves, Gerente de TI.

Maciel Neves destaca ainda a aquisição de um novo sistema de gestão, o Tasy, da Philips, em 2014. A solução foi implantada em apenas uma unidade da Unimed Belém, porém a expectativa é que o sistema rode nas quatro unidades até o final do primeiro semestre.

“O objetivo é aumentar a segurança do paciente, redução dos custos e a implantação do prontuário médico em todas as nossas unidades”, diz Maciel Neves.

Mais avanços tecnológicos

– Projeto de Fibra Óptica, interligando todas as unidades.

– Aquisição de equipamentos de imagens de Raio X (CRs e Impressoras DRY), além do sistema de PACs (Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens).

– Implantação de serviço de Outsourcing de impressão de documentos.

– Implantação de serviço de Outsourcing de impressão de exames em nossas unidades.

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