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Fontes renováveis e nuclear devem ter o maior crescimento no consumo brasileiro até 2035

A British Petroleum, que tradicionalmente publica uma vez por ano suas análises do setor energético global, acaba de lançar suas previsões para 2035 e indica que as fontes com maior taxa de crescimento estimado no consumo brasileiro até lá são as renováveis e a nuclear, com alta de 157% e 149% respectivamente.

Os dados levam em conta um período de 20 anos, começando por 2015, e apontam que no total o crescimento da capacidade energética brasileira deve ser de 41%, sendo que na lista o terceiro lugar em termos de expansão ficará com o gás natural, cuja alta prevista é de 43%.

Em sequência, virão as hidrelétricas, com subida de 37%, e o petróleo, com alta de 15%. O carvão é a única fonte que deverá ter queda nesse período, de 16%, segundo a BP.

PANORAMA GLOBAL

No cenário internacional, a petroleira prevê que a demanda de energia aumentará cerca de 30% até 2035, impulsionada pelo aumento da prosperidade nos países em desenvolvimento, parcialmente compensada por rápidos ganhos em eficiência energética

“O panorama energético global está mudando. Os centros tradicionais de demanda estão sendo superados por mercados emergentes em rápido crescimento. A matriz energética está em mutação, impulsionada por melhorias tecnológicas e preocupações ambientais. Mais do que nunca, nossa indústria precisa se adaptar para atender a essas necessidades energéticas em constante mudança”, afirmou o executivo-chefe do grupo BP, Bob Dudley (foto).

Enquanto é esperado que os combustíveis não fósseis sejam responsáveis por metade do crescimento do fornecimento de energia nos próximos 20 anos, o relatório projeta que o petróleo e o gás, juntamente com o carvão, continuarão a ser as principais fontes de energia que alimentarão a economia mundial, representando mais de 75% da oferta total de energia em 2035, em comparação com 86% em 2015.

PETRÓLEO E GÁS

A demanda por petróleo crescerá a uma taxa média de 0,7% ao ano, embora seja esperada uma desaceleração gradual no período. O setor de transportes continuará a consumir a maior parte do petróleo do mundo, com participação próxima a 60% da demanda global em 2035. No entanto, a utilização de petróleo para fins não combustíveis, em especial na petroquímica, assumirá a principal frente de crescimento do consumo de petróleo no início da década de 2030.

“A possibilidade de que a mais importante fonte de crescimento da demanda de petróleo na década de 2030 não seja para mover carros, caminhões ou aviões, mas sim para uso como insumo para desenvolver outros produtos, como plásticos e tecidos, representa uma considerável mudança quando comparamos com o passado”, disse Spencer Dale.

O gás crescerá mais rapidamente do que o petróleo ou o carvão durante o período, com a demanda subindo a uma média de 1,6% ao ano. Sua participação na energia primária ultrapassará o carvão e passará a ser a segunda maior fonte de combustível até 2035. A produção de gás de xisto representará dois terços do aumento do fornecimento de gás, liderado pelo crescimento nos EUA. Espera-se que o crescimento do gás natural liquefeito (GNL), impulsionado pelo aumento do fornecimento na Austrália e nos EUA, leve a um mercado de gás globalmente integrado e ancorado pelos preços do gás nos EUA.

CARVÃO E RENOVÁVEIS

O pico de consumo de carvão é projetado para meados da década de 2020, em grande parte impulsionado pelo movimento da China em direção a combustíveis mais limpos e de baixa emissão de carbono. A Índia é o maior mercado para o crescimento do carvão, com sua participação na demanda mundial de carvão dobrando, de cerca de 10% em 2015 para 20% em 2035.

As energias renováveis são projetadas como a fonte de combustível que crescerá mais rapidamente, aumentando a uma taxa média de 7,6% ao ano, quadruplicando durante o período do relatório, impulsionadas pelo aumento da competitividade das energias solar e eólica. A China é apontada com o maior potencial de crescimento para as energias renováveis nos próximos 20 anos, adicionando mais energias renováveis do que a União Europeia e os EUA juntos.

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