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Especialistas debatem alternativas da pesquisa pré-clínica para a indústria farmacêutica

 

O setor de medicamentos está em alerta. Cada vez menos o Brasil investe em estudos pré-clínicos, que podem ser feitos por meio de métodos in vivo (com animais, em laboratório) e in vitro, e que são fundamentais para o desenvolvimento e eficácia dos remédios. O estímulo a novos investimentos, além de melhores práticas e alternativas para o incremento desse método, será a principal discussão do 9º ENIFarMed – Encontro Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos, que acontece nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo.

Segundo Carlos Tagliati, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um dos palestrantes, a maioria das empresas realiza a fase de testes pré-clínicos no exterior. “Perdemos a corrida para os outros países em quantidade de laboratórios, mas se tivermos pelo menos dois no País com a capacidade de realizar todos os tipos de testes na área, com relação aos in vivo, com certificação e disponibilidade técnica, o Brasil tem a capacidade de se tornar um player internacional na realização desses ensaios, já que se o laboratório for certificado, o resultado é aceito no mundo inteiro”, explica.

Ao falar sobre as perspectivas do setor de estudos pré-clínicos no Brasil para os próximos anos, o professor é enfático e acredita que deve-se investir nos métodos in vitro. A explicação, segundo ele, é o grande avanço dos laboratórios nessa atividade, o reconhecimento dos métodos alternativos pela Anvisa, o fato do Conselho Nacional de Experimentação Animal (Consea) estar muito ligado a essa questão e a existência hoje de órgãos como a Sociedade Brasileira de Métodos Alternativos à Experimentação Animal (SBMAlt) e o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM).

Para ele, a indústria farmacêutica pode e deve investir nas parcerias com universidades e centros de pesquisa. . “Nesses métodos in vitro, a universidade pode ajudar muito. Por isso a importância de uma aproximação mais consistente”. As indústrias farmacêuticas do mundo fazem isso”, diz.

O 9º ENIFarMed também abordará os modelos de gestão para acelerar a inovação e a integração de políticas públicas para doenças que afetam populações negligenciadas; as ações para a produção de insumos da biodiversidade brasileira; a biotecnologia e a intercambialidade para biossimilares; e a internacionalização dos laboratórios farmacêuticos nacionais: acesso a novos mercados.

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