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EMRAM 7 e as tecnologias a favor da área de saúde

Por que é tão importante a adoção Prontuário Eletrônico e suas tecnologias nos hospitais? As razões foram amplamente discutidas durante a reunião de líderes que teve como tema “EMRAM Stage 6 Hospitals Round Table” que teve como participantes os speakers Lilian Quintal Hoffmann, CIO da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Klaiton Simão, CIO do Hospital São Camilo de São Paulo, Lilian Correia, gerente TI, Hospital Samaritano de São Paulo, Everton Zanella, coordenador de TI do Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (FEAS), e Alexandre Dias Freitas de Jesus, CIO do Hospital Santa Paula, falando sobre o Modelo de Adoção do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP).

Além de uma qualidade assistencial diferenciada, a certificação proporciona uma maior segurança para o paciente, melhor eficiência operacional e, ainda, uma rentabilidade muito superior aos hospitais. Sem contar o equilíbrio de gastos.

As entidades participantes do debate possuem o Estágio 6 a caminho do 7 – que preconiza um hospital digital, com intenso e amplo uso de tecnologias que dão suporte à assistência clínica e ao cuidado do paciente. Nessa fase, destaca-se o PEP completo em pleno uso por todos os setores do hospital, ou seja, dados clínicos disponíveis entre todos os setores: emergência, internação, UTI, ambulatório e centro cirúrgico.

“Nossa ideia é facilitar os processos ao mesmo tempo em que melhoramos a experiência do cliente”, diz Lilian, da Beneficência Portuguesa. Para Simão, tão importante quando alçar voos maiores, com o estágio 7, é garantir o pleno andamento das etapas conquistadas no estágio 6, assegurando que todos os processos acontecem de acordo com as melhores práticas assistenciais”, complementa.

Para Lilian, do Samaritano, o desafio maior foi o de mostrar para a gestão administrativa e clínica que existe mais uma acreditação muito importante e que precisa ser considerada, que é a destinada à área tecnológica. Já Zanella, que possui o Estágio 6, falou que na FEAS, que é 100% gerida com recurso público, a manutenção dos processos atuais é a prioridade no momento.

HIMSS 7

Dando sequência às apresentações programadas, a próxima palestra foi conduzida pelo diretor do Hospital da Unimed Recife III, Fernando Cruz, cuja entidade foi a primeira no Brasil a conquistar o Estágio 7 pelo HIMSS. O case de sucesso atraiu a atenção dos presentes interessados em conhecer os processos e etapas seguidos pela Unimed. “Nascemos em 2011 e já começamos sem papel; nossos prontuários, ordens médicas, descrições cirúrgicas já eram quase que 100% digitais naquela época”, lembra Cruz.

Com 202 leitos, 2122 médicos, 579 funcionários da enfermagem e receita de R$ 42, 2 milhões, a Unimed teve como fatores determinantes para o sucesso da empreitada o apoio da cooperativa médica acerca do retorno do investimento e segurança para o paciente, apoio da equipe médica e colaboradores, incentivo do provedor do prontuário eletrônico (MV), e apoio e direcionamento da consultoria contratada, a Folks, para auxílio durante os trâmites. “Em 2016 os processos de checagem à beira leito, apoio à decisão clínica e integração de monitores já estavam inseridos às melhorias que nos levaram ao próximo estágio”, lembra Cruz. “Para se tornar um hospital digital, a instituição deve considerar modelos internacionais que ajudem nossa trajetória”, pontua.

Com presença internacional, a próxima palestra trouxe um caso de sucesso de Portugal, do Hospital de Cascais, cuja gestão mescla parceria público-privada, com 18% de custo/doente para o estado. Seu CEO, Vasco Antunes Pereira, ressaltou que o foco das atividades e certificações conquistadas até agora são firmadas na qualidade e eficiência para garantir a sustentabilidade de sua operação.

O uso da tecnologia centrado no doente fundiu o High Tech (tecnologia de ponta, inovação e desenvolvimento), com o High Touch (saber cuidar, respeito pela individualidade e empatia/compaixão) e deu origem ao High Care, com uma melhor experiência de cuidados e, sobretudo, maios satisfação do doente.

Entre os pontos de eficiência levantados pelo Hospital de Cascais, que está no Estágio 6 HIMSS, destacam-se um tempo melhor para cuidados diretos, a proximidade com o doente, a individualização de cuidados, a satisfação do doente e família, a comunicação eficaz com a equipe multidisciplinar, a cultura de segurança e, finalmente, mais eficiência e sustentabilidade.

Rumo ao estágio 7, Pereira já listou pontos-chave em andamento, tais como a consolidação de um hospital totalmente sem papel e digitalizado, a aposta no sistema de partilha de informação além dos de suporte à decisão clínica, hard stops e alarmística que auxilie na tomada de decisão. Complementam a as ações a implementação de um circuito fechado sólido de administração de medicamentos, sangue e leite materno.

 

Fonte: DehliCom

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