Empresas brasileiras participam da principal feira do segmento médico do Oriente Médio


A perspectiva de geração de negócios na feira é de US$ 13 milhões, aposta ABIMO

Pela 14ª vez, empresas associadas à ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) e que fazem parte do Projeto Brazilian Health Devices, executado pela entidade em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), estarão presentes em Dubai entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro para participação na Arab Health, segunda maior feira na área da saúde do mundo e principal feira de dispositivos médicos do Oriente Médio.

Trata-se de uma mostra com mais de 4 mil expositores e 120 mil visitantes de 160 países. Embora seja realizada no Oriente Médio, a feira ganhou expressão mundial nos últimos anos, atraindo expositores e visitantes de todas as partes do mundo. A expectativa é que resulte em US$ 13 milhões em negócios no decorrer do evento e nos 12 meses subsequentes, provenientes de contatos feitos durante a feira.

A importância do mercado árabe para exportações de produtos brasileiros já é realidade para diversos segmentos da economia brasileira. Dados do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio e Serviços) relativos a novembro de 2016, compilados pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, mostram que as exportações do Brasil ao mundo árabe renderam US$ 935 milhões, um aumento de 10% sobre novembro do ano anterior. “Além disso, com a elevação do preço do petróleo, desde 30 de novembro, a tendência é que os países do bloco tenham mais divisas para gastar com importações, o que poderá beneficiar as vendas para o mundo árabe em 2017. Isso poderá ser uma excelente oportunidade para setores com grande potencial de crescimento naquele mercado, como é o caso da indústria de dispositivos médicos”, destaca Michel Alaby, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, que ainda acrescenta: “Para se ter uma ideia, em 2015 os países árabes importaram US$ 800 milhões em dispositivos médicos de todo o mundo, sendo que apenas 2% desse total foi importado do Brasil”.

Atualmente, as exportações ao Oriente Médio correspondem a cerca de 15% das exportações do Brazilian Health Devices. A região está em constante desenvolvimento. Os produtos mais exportados são incubadoras, produtos de fisioterapia e estética, além de artigos de UTI e cirurgia de maneira geral e implantáveis (cateter neurológico, implantes ortopédicos, implantes cardíacos).

De modo geral, vários países da região têm investido fortemente em saúde, como Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes.  “Já participamos há quase 15 anos, e a feira vem crescendo a cada ano, bem como o mercado consumidor da região do Oriente Médio, de modo que atualmente a Arab Health é a feira em que nossas empresas participantes fecham o maior número de negócios”, enfatiza Clara Porto, gerente de projetos e marketing internacional da ABIMO.

Associados

Atrasorb, Baumer, BCF, Biomecânica, BR GOODS, Carci, Casex, CBEMED, Corcam, Deltronix, DFV, Drillermed, Fanem, GMI, Hpbio, Hospitalar, Hospimetal, Indusbello, Inpromed, Instramed, Ibramed, Loktal, Magnamed, Medicone, Olidef, Óssea, Phoenix Luferco, Samtronic, Scitech, Sismatec, Timpel e Traumec são as empresas associadas que participarão da feira.

A Phoenix Luferco obteve recentemente a certificação europeia para seu principal produto, focando especialmente no mercado do Oriente Médio e a metade do norte da África, onde a marcação CE é exigência. “Nossa expectativa é retomar contatos de anos anteriores e gerar novos contatos para melhorar nossa presença nesse mercado”, ressalta Keila Vitola, analista de exportação da companhia, que participará pela quinta vez do evento. “Com a participação na Arab Health, esperamos um grande número de visitantes em busca de novos distribuidores. Os produtos que mais exportamos são autoclaves para esterilização médica, hospitalar e clínica em geral”, conta.

As expectativas da Baumer são a aquisição de novos contatos e parcerias para o ano de 2017, além de reunir-se com contatos já existentes para o fechamento de negócios. “Tivemos uma participação ativa no que diz respeito à linha de ortopedia na região. E voltamos a explorar intensamente essa parte do mundo, agora não só na linha de ortopedia, mas também com a linha de odontologia e soluções para esterilização e controle de infeção, lavanderia, tratamento de feridas e outros”, disse Bruno Alzuguir, gerente de exportação da empresa.

Será a primeira participação da Timpel no evento, e as expectativas são bastante positivas. “Acreditamos que o mundo árabe receberá nossa tecnologia com entusiasmo e interesse, e que os médicos da região finalmente conhecerão mais nosso produto, visto que temos recebido centenas de mensagens nos perguntando sobre nossa participação e agendamentos de visitas ao nosso stand para demonstração das funções e ferramentas, além das aplicações do Tomógrafo por Impedância Elétrica na rotina de Unidades de Terapia Intensiva e Centros Cirúrgicos”, explica Josiane Salva, gerente de exportação da Timpel. “Estamos apenas começando a divulgação na região; a Timpel é a fabricante do único Tomógrafo de Impedância Elétrica e exatamente por isso é a grande especialista mundial no assunto e única e exclusiva fabricante mundial com as ferramentas completas e excelência no desempenho”, complementa.

A CBEMED espera prospectar o mercado do Oriente Médio e, possivelmente, sair com alguns novos clientes da feira. “Temos duas linhas de produtos: aparelho de medir pressão (esfigmomanômetro) e estetoscópio. Para todos os mercados, sempre buscamos oferecer e fazer negócios com toda a nossa linha que tem a marca BIC”, frisa Eder Luiz Gatti, responsável pela área de comércio exterior da empresa.

A partir da comercialização de colposcópios, a DFVasconcellos, que participará pela terceira vez da feira, pretende expandir negócios por meio do contato com distribuidores locais. “Tentaremos solidificar os trabalhos com os distribuidores atuais e buscar novos distribuidores na região do Oriente Médio e alguns países da Ásia”, diz Ezio Giuliani, diretor-geral da DFV.

Com projeção de crescimento de até 20% nas vendas em relação ao ano anterior, a Scitech planeja realizar reuniões com distribuidores atuais da região do Oriente Médio e principalmente da Ásia. “Nossa empresa está apostando na comercialização de stents coronários e vasculares, assim como acessórios para o tratamento minimante invasivo de infartos cardíacos e doenças periféricas vasculares”, conta Paulo Rosário, supervisor de negócios internacionais da companhia.

A GMI acredita que a Arab Health tem grande potencial e vem crescendo no cenário internacional. Além disso, a empresa observa, ao longo de suas participações, que existe grande interesse dos países árabes em produtos brasileiros. “A percepção de qualidade que eles têm em relação às nossas tecnologias é animadora e isso vem despertando interesse de outros grandes mercados como Índia e China”, ressalta Gabriel Pizzingrilli, gerente de marketing e negócios da companhia.

Outro ponto positivo apontado por Pizzingrilli é que os países árabes são bons negociadores, por isso é possível desenvolver parcerias rentáveis e duradouras. “Para essa edição, apostamos em três produtos: GabiPort de titânio para quimioterapia, o PICC (Cateter Central de Inserção Periférica) para acesso venoso de longa permanência e as sondas para nutrição enteral em silicone e em poliuretano para alimentação de pacientes que estão impossibilitados de se alimentar pela via comum”, pontua.

Já a Fanem visa a aumentar o faturamento no exterior e, sobretudo, salvar vidas prematuras por meio da oferta de amplo portfólio de produtos da área neonatal, como incubadoras, berços aquecidos, fototerapias, entre outros. “A Arab Health é considerada por nós como uma das mais interessantes no que diz respeito ao público assistente (MENA, Africanos Subsaarianos e Asiáticos) e pelas expectativas de negócios”, afirma José Flosi, gerente de exportações da companhia.

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