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Congresso em São Paulo debate os gargalos para inserir inovação no contexto da saúde brasileira

Visando incentivar a cooperação entre representantes do governo, indústria e academia em prol do desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira da saúde, a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) promoverá a sexta edição do CIMES (Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para Saúde). O evento, que acontece entre os dias 17 e 18 agosto, em São Paulo, receberá grandes nomes nacionais e internacionais da indústria, da academia e do setor regulatório na área da saúde para debates sobre a importância da inovação em dispositivos médicos e odontológicos.

Abrindo os trabalhos no primeiro dia, a plenária “O Desafio para Conectividade e Segurança de Dados na Saúde” irá tratar a sistemática para coleta de dados de pacientes no SUS já instalada no Brasil e possíveis seus aprimoramentos, bem como a inteligência preditiva em tempo real e a importância da segurança de dados. O painel contará com a presença da convidada internacional Thankam Thyvalikakath, diretora da Dental Informatics Core, Indiana University School of Dentistry, dos Estados Unidos; e Fabio Campos, cyber security da IBM.

Falando sobre “Saúde 4.0 – Inovação e Conectividade”, o primeiro talk show do CIMES terá como fundamento a utilização de tecnologias 3D para a área da saúde sob as discussões de Jorge Vicente Lopes da Silva, responsável pela divisão de tecnologias tridimensionais do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e Franco Pallamolla, presidente da ABIMO.

“Do ponto de vista do tema específico Indústria 4.0 (ou manufatura avançada), vamos discutir o que é exatamente esse conceito, sua forma de operar e seu impacto na área industrial e na economia dos países. Creio que essa discussão deverá também ser ampliada para a medicina”, explica o palestrante Jorge Vicente Silva.

O representante do Consulado da Holanda, Rens Koele, e o diretor do programa de pós-graduação do Hospital Sírio-Libanês, Luiz Fernando Reis irão levantar discussões sobre “Telemedicina e Home Care” embasadas nas diferenças entre o atendimento hospitalar e o home care quanto à eficácia e ao custo, dificuldades e desafios para implementação desse tipo de projeto no Brasil, modelos já em prática no exterior e outros pontos interessantes.

A “Competitividade Internacional da Odontologia Brasileira” é o tema que encerrará o primeiro dia de debates do Congresso. O painel de odontologia abordará a evolução da indústria nacional de produtos odontológicos quanto à abrangência internacional, bem como o potencial brasileiro com relação ao conteúdo de odontologia e que não é 100% explorado ainda, inclusive em prol da expansão industrial no exterior. Gabriel Isaacsson, gestor do Projeto Brazilian Health Devices da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos); Álvaro Della Bona, ex-presidente da SBPqO (Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica); e Roberto Alcântara, presidente da empresa Angelus, são os convidados do painel.

Já no segundo dia, o talk show “Tecnologias Digitais para Prática Clínica e Educação: Realidade Aumentada” abre os trabalhos trazendo à tona questões relevantes para o setor odontológico, como as oportunidades para a indústria considerando o novo cenário da odontologia digital e o surgimento de novas tecnologias que revolucionam o ensino e a prática no segmento. O painel receberá dois convidados internacionais: Bernd Stadlinger, chair for oral surgery na Zurich Dental Faculty; e professor Florian Beuer, master of medical education, na Charité Berlin University.

Em paralelo ao talk show, “Inclusão Digital e Tecnologias Aditivas” serão o mote de discussões do painel médico-hospitalar. Até que ponto as empresas estão preparadas para competir em um ambiente no qual a inovação e a inclusão digital andam juntas, e as perspectivas de aplicação das tecnologias aditivas em substituição de grande parte das tecnologias envolvidas no sistema produtivo de dispositivos médicos serão algumas das questões amplamente discutidas pelo diretor-executivo do Medical Valley, Tobias Zobel e pelo pesquisador e coordenador do Gaesi (Grupo de Automação Elétrica em Sistemas Industriais) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Eduardo Mario Dias.

Futuro da Saúde 4.0

Fechando com chave de ouro, a última mesa-redonda do CIMES discute os gargalos que impedem o Brasil (centros de pesquisa e desenvolvimento, indústrias, governo, hospitais, médicos e dentistas) de caminhar rumo à inovação. Reflexões sobre o quanto estamos “para trás” e a necessidade de sermos ainda mais ousados, considerando o aumento de eficácia e a diminuição de gastos, serão enaltecidas como pontos centrais da plenária, que recebe Gonzalo Vecina, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP; e Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO.

“Não tem opção de o Brasil ficar cego e mudo à tecnologia, por isso o futuro da saúde 4.0 precisa ser amplamente discutido”, pontua Fraccaro.

Contando a experiência positiva da Alemanha em promover a colaboração entre os diversos atores do setor da saúde para inovar, o diretor-executivo do Medical Valley, Tobias Zobel, estará presente também.

O ponto central do CIMES é ser palco para ouvir sugestões, ideias e temáticas relevantes às novas tecnologias em saúde e odontologia, enquanto representantes do governo e pesquisadores do setor irão debater e propor o aprimoramento das políticas públicas da saúde.

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