Coleta de informações é importante para o tratamento de pacientes hematológicos


A informação sobre pacientes tratados e desfechos é fundamental para a pesquisa em qualquer doença. No caso das doenças cujo tratamento é o transplante de medula óssea, cujo avanço é recente, mas que tem apresentado grandes mudanças nos últimos 30 anos, essa coleta de informações é ainda mais crucial, inclusive por tratar-se de doenças cuja genética diferenciada de cada paciente, em cada canto do mundo, traz informações ainda mais relevantes para o diagnóstico e estabelecimento de tratamentos personalizados.

Para isso a CIBMTR – Center for International Blood & Marrow Transplantation Research – criou, em 2004, um sistema de gerenciamento de dados que são chave para as pesquisas para o aumento das taxas de cura e melhora na qualidade de vida de milhares de pacientes em todo o mundo. O Einstein vem contribuindo para o “abastecimento” desse banco de dados, a partir dos 30 anos de experiência com TMO e se engaja agora no aumento dessa base de dados a partir dos centros transplantadores brasileiros.

“Na prática, ao reunirmos informações sobre os tratamentos feitos no país e seus desfechos, temos condições de compará-los entre si, agregar seus dados em pesquisas nacionais e comparar com outros países. Isso vai beneficiar os futuros pacientes.” Explica Nelson Hamerschlak, médico hematologista, coordenador do Serviço de Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

O Einstein lança, no próximo dia 8, um curso online para ensinar como preencher os dados no sistema da CIBMTR e obter maior engajamento nos centros brasileiros. A iniciativa, que partiu da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), tem como parceiros o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, o Hospital de Clínicas de Curitiba, a Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e TJCC (Todos Juntos Contra o Câncer).

O lançamento será feito por meio de um hangout entre todos os centros brasileiros para o convite oficial de forma que o treinamento seja disseminado entre as equipes, inclusive dos hospitais públicos, e que haja o comprometimento das equipes para a adesão ao preenchimento dos dados. Participam da transmissão os médicos Adriana Seber, representante da diretoria da SBTMO, Marcelo Pasquini, coordenador de Pesquisa Clínica do CIBMTR e Nelson Hamerschlak, vice-presidente para AL da CIBMTR e coordenador do Serviço de Hematologia do Einstein.

“O aumento de dados brasileiros no sistema também possibilita que o Brasil participe de pesquisas clínicas multicêntricas e aumenta a interação entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros” acrescenta Hamerschlak.

Congresso mundial

Como em fevereiro acontece o Blood & Marrow Transplantion Tandem Meeting em Orlando, entre os dias 21 e 26, também haverá a oportunidade de divulgação do curso, que é gratuito, para os centros latino-americanos. A apresentação de trabalhos brasileiros no Congresso demonstra o aumento da relevância dos dados obtidos no país. Nessa edição, duas aulas serão dadas, a primeira justamente sobre o desenvolvimento do curso online para estimular a entrada de dados no CIBMTR, que será dada pela biomédica e gerenciadora de dados Cinthya Correa Silva, analista de práticas assistenciais do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Einstein e a segunda, sobre cuidados paliativos após o TMO, pela enfermeira Cristina Vogel, coordenadora de enfermagem do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Einstein.

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