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Beneficência de São Paulo utiliza técnica do Mitraclip para idosos com problemas cardíacos

 

A expectativa de vida da população brasileira aumentou muito nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os brasileiros têm vivido cerca de quatro anos a mais que na última década, chegando aos 75 anos de idade. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que o Brasil será o sexto país no número de pessoas idosas até 2025, quando deve alcançar a marca 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. E para que a longevidade tenha qualidade, a medicina investe muito em procedimentos que beneficiem os idosos. Atenta a essa realidade, a Beneficência Portuguesa de São Paulo iniciou neste mês o uso da técnica do Mitraclip, que corrige problemas cardíacos sem a necessidade de cirurgias tradicionais.

Menos invasiva, a técnica por clipe tem como principal função corrigir as causas mais comuns da insuficiência mitral – doença da valvular do coração – que provoca disfunções como insuficiência, sopro e ruptura do aparelho de sustentação do coração. “A válvula mitral tem dois folhetos, o anterior e posterior. O espaço entre um e outro é o que causa a insuficiência mitral. Já o método por clipe aproxima os folhetos fazendo com que eles fechem corretamente, permitindo que o coração bombeie de forma eficiente”, explica José Armando Mangione, cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

A tecnologia é indicada, principalmente, para pacientes idosos ou pessoas com doenças associadas, que apresentam elevado risco de se submeter a um procedimento cirúrgico convencional. “Esse tratamento alternativo traz qualidade de vida e bem-estar ao paciente que tinha como opção somente medicações. Já que os remédios reduzem os sintomas, mas não interrompem a progressão da doença. Todo o procedimento dura em média quatro horas, mas a recuperação e alta são rápidas — cerca de dois dias depois o paciente já pode ir para a casa. O procedimento também se caracteriza por ser duradouro, mas é necessário acompanhamento cardiológico e exames de rotina a cada 6 meses para acompanhar a evolução”, finaliza o médico.

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