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Aumenta o uso do Google Glass em hospitais

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Antes dos procedimentos para desinfecção e esterilização, em uma manhã de trabalho, Dr. Selene Parekh, cirurgião ortopédico que atende no Duke University Medical Center, em Durham, no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, utilizou o Google Glass na mesa de operação.

 
O médico deu um comando de voz aos óculos, conectados à Internet, para iniciar a gravação e, em seguida, se voltou para o paciente, um motociclista de meia-idade, vítima de um acidente. Dr. Parekh cavou através do osso, reparou um metatarso quebrado e colocou uma placa de metal no pé do paciente.
 
Dr. Parekh vem utilizando o Google Glass desde 2013, desde quando a empresa começou a vender versões de teste do dispositivo para milhares profissionais escolhidos a dedo por 1.500 dólares. O cirurgião agora utiliza o equipamento para gravar e arquivar todas as suas cirurgias em Duke, e logo pretende utilizar o equipamento para transmitir as operações ao vivo para hospitais na Índia, como uma forma de treinar os cirurgiões ortopédicos de lá.
 
Segundo Parekh, na Índia, as cirurgias de pé e tornozelo estão cerca de 40 anos atrasadas em relação aos EUA. Então, é possível utilizar o Google Glass para transmitir aos cirurgiões ortopédicos em todo o mundo e aprender com os especialistas dos EUA.
 
Tanto em Duke quanto em outros hospitais, um número crescente de cirurgiões estão usando o Google Glass para transmitir procedimentos on-line e realizar consultas através de vídeos. Os desenvolvedores de software também criaram programas que transformam o projetor do Google Glass em um painel médico, que exibe sinais vitais dos pacientes, resultados de laboratório urgentes e listas cirúrgicas.
 
Oliver J. Muensterer, cirurgião pediátrico que recentemente publicou o primeiro estudo sobre o uso do Google Glass em medicina clínica. Acredita que  tudo isso poderá ser aproveitado na medicina, não é a versão atual, mas uma versão no futuro, que será especialmente voltada para os cuidados em saúde, com todas as questões de privacidade, hardware e software resolvidas.
 
Em maio deste ano, o acessório começou a ser vendido apenas para quem mora nos Estados Unidos, mas não é a versão final do produto e as vendas fazem parte de um programa de testes.
 
Para o estudo publicado no The International Journal of Surgery, no período de quatro semanas, Muensterer utilizou o Google Glass diariamente no Hospital Maria Fareri, do Centro Médico Westchester, em Nova York. Segundo o cirurgião, a câmara não aponta diretamente para o que ele está olhando, mas filma apenas quando ele está debruçado sobre o paciente com seus olhos inclinados para baixo.
 
Na maioria das vezes, Muensterer teve que manter o dispositivo desconectado da Internet para evitar que dados e imagens do paciente fossem enviadas automaticamente para a nuvem. 
 
O Google ainda não anunciou uma data de lançamento para o Google Glass e a empresa se recusa a comentar sobre os testes na área médica. Mas de acordo com Nate Gross, co-fundador do Rock Health, empresa de tecnologia médica a demanda é alta.
 
Fora dos hospitais, as preocupações com a privacidade levaram bares e restaurantes a proibir o uso desse dispositivo. Legisladores também apontaram restrições sobre a utilização do Google Glass durante cirurgias, citando preocupações e distrações. E médicos também levantam questões semelhantes.

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