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2º Prêmio ABIMED de Inovação Transformacional: Plataforma digital para fisioterapia à distância e equipamento de ventilação pulmonar são os vencedores da edição

Reconhecer projetos que promovam uma inovação transformadora e contribuam para melhorar a sustentabilidade do sistema de saúde no país. Este é o objetivo do 2º Prêmio ABIMED de Inovação Transformacional, que selecionou empresas que disponibilizaram no mercado brasileiro produtos e processos inovadores com resultados verificáveis, em duas categorias: ampliação do acesso da população à saúde e melhoria do padrão de cuidados médicos

“A ABIMED, com esta iniciativa identifica, estimula, dá visibilidade às iniciativas e acelera a inovação no país”, salienta Aurimar Pinto, diretor executivo de Relações Institucionais da Associação, sobre a importância da premiação.

Para chegar aos vencedores, a ABIMED submeteu os 10 projetos inscritos à avaliação de uma banca formada por especialistas de reconhecida atuação na área da saúde. O grupo elegeu o projeto “Fisioterapia digital”, submetido por Marcelo José Alves Moraes, da Treinei, na categoria ampliação do acesso da população à saúde.

Na categoria melhoria do padrão de cuidados médicos, o vencedor foi o projeto “PulmoVista 500: Tornando a ventilação pulmonar visível!”, submetido por Izabela Torres, da Dräger.

Conheça, a seguir, os diferenciais das propostas consideradas as mais inovadoras:

Fisioterapia digital

Com a finalidade de ampliar o acesso da população brasileira aos tratamentos fisioterápicos, a Treinei desenvolveu uma plataforma digital destinada a complementar o tratamento da fisioterapia presencial, com exercícios executados à distância pelo paciente por meio de vídeos e orientações personalizadas, acessados via aplicativo de celular.

Conforme detalhado no projeto submetido à ABIMED, a plataforma é composta pelo sistema do fisioterapeuta, aplicativo do paciente e por um painel de acompanhamento. Desta forma, após uma quantidade de sessões presenciais, o fisioterapeuta prescreve exercícios para que o paciente faça em casa e lhe envia orientações por texto.

Com o app, o paciente não só recebe as orientações e demais lembretes, como também assiste a vídeos que o conduzem na realização dos exercícios recomendados. Além disso, pode reportar o nível de dor após cada atividade. A experiência no aplicativo é gamificada, ou seja, apresenta desafios e recompensas para gerar maior engajamento dos usuários.

Todo o tratamento pode ser acompanhado pelo fisioterapeuta através de um painel, por meio do qual ele recebe informações do paciente, como: frequência de atividades, nível de dor, satisfação e percepção de melhoria. Desta forma, o profissional pode, se necessário, alterar o exercício ou solicitar o retorno do paciente ao consultório.

Trata-se, portanto, de mais praticidade com menor probabilidade de desistências, menor tempo de recuperação e acompanhamento próximo do paciente pelo fisioterapeuta. Segundo o projeto submetido por Marcelo José Alves Moraes, o custo acessível permite massificar o acesso à fisioterapia em empresas, hospitais públicos e privados, elevando a qualidade de vida da população e reduzindo o custo com a saúde.

O grau de inovação da plataforma está associado, além dos fatores já mencionados, à ausência de barreiras geográficas, por se tratar de uma solução mobile que possibilita a realização da fisioterapia à distância, alcançando um maior número de pessoas, inclusive aquelas que não poderiam fazer um tratamento tradicional.

Além de melhorar o serviço para quem já faz fisioterapia, o aumento do alcance do serviço tem o potencial de reduzir problemas musculoesqueléticos que custam bilhões à sociedade. Pode, também, reduzir filas de espera e acelerar o tempo de recuperação em procedimentos pós-cirúrgicos em clínicas e hospitais, com benefícios para a sociedade como um todo.

Considerando o custo-benefício, o profissional enxerga como potenciais usuários da solução, além dos pacientes, os fisioterapeutas, empresas e as instituições de saúde.

“A fisioterapia digital representa um melhor uso dos ativos da saúde, como espaço físico, tempo dos fisioterapeutas, pois parte do tratamento será feito em casa. Dessa forma, o custo cai e a eficiência do sistema aumenta”, ressalta Moraes, lembrando que as empresas ganham com a redução de custos com absenteísmo, planos de saúde e seguro previdenciário. Os hospitais, por sua vez, beneficiam-se do menor uso de sua estrutura física e da redução no tempo de recuperação dos pacientes no período pós-cirúrgico. Consequentemente, o governo ganha com a redução de custos do sistema de saúde.

A plataforma também possibilita a diminuição dos casos de abandono de tratamento. Além disso, potencializa a redução no tempo de recuperação, uma vez que as sessões em casa se somam às presenciais. Ao mesmo tempo, a solução possibilita uma comunicação próxima entre fisioterapeuta e paciente, trazendo-lhe segurança devido ao acompanhamento constante. O processo, segundo Moraes, também contribui para o empoderamento do paciente e disseminação da cultura de autogestão e conscientização na saúde.

PulmoVista 500: Tornando a ventilação pulmonar visível!

Otimizar e potencializar a avaliação da ventilação pulmonar à beira do leito, em pacientes com complicações pulmonares. Este é o objetivo da Dräger com o PulmoVista 500, um tomógrafo de bioimpedância elétrica pulmonar que traz imagens em tempo real, distinguindo-se significativamente do recurso disponível atualmente para monitorização, centrado no uso de dados numéricos e gráficos sobre os parâmetros pulmonares.

As estratégias atuais de ventilação pulmonar protetora dependem, em grande parte, de parâmetros fisiológicos que apenas refletem a função pulmonar global. As conhecidas complicações, como as áreas de atelectasia e hiperdistensão, pedem um melhor entendimento sobre a distribuição da ventilação nas regiões ventral e dorsal dos pulmões, para que possam ser tomadas medidas para adequar individualmente os ajustes ventilatórios.

A profissional também acrescenta que as tomografias e radiografias de tórax fornecem informações específicas das regiões, mas somente no momento do exame. De acordo com o trabalho submetido por Izabela Torres, quando as intervenções terapêuticas são feitas à beira do leito, em pacientes com complicações pulmonares graves e com restrição de deslocamento, é difícil determinar a resposta nas diferentes regiões pulmonares e, consequentemente, se o resultado da terapia foi benéfico ou maléfico à condição clínica.

Sobre as vantagens do PulmoVista 500 para os pacientes, Izabela explica: “Trata-se de um equipamento para uso à beira leito, que não exige o deslocamento para a sala de tomografia do hospital, reduzindo o risco de complicações”. Ela ainda lembra que a precisão de monitorização e efetividade da terapia se convertem em ganhos também para os hospitais.

O equipamento reduz a necessidade de parar uma tomografia para uma análise que não é um exame. Além disso, a evolução do paciente é mais rápida e há maior rotatividade de leitos. Com a otimização da ventilação, também conseguimos reduzir o tempo do paciente na UTI e, consequentemente, todo o gasto para o sistema de saúde.

O PulmoVista 500 pode ser utilizado em pacientes adultos e pediátricos e caracteriza-se pela facilidade na instalação, na higienização e no manuseio.

*matéria publicada na edição 45ª da Healthcare Management.

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