Projeto de ambientação da nova torre do Hospital Moinhos de Vento se destaca pela criação de espaços personalizáveis e segue a tendência homelike


Buscando um projeto de ambientação de interiores inovador para sua nova torre – que resultasse em espaços mais acolhedores, humanizados e adequados para um atendimento personalizado –, o Hospital Moinhos de Vento recorreu ao escritório Moema Wertheimer Arquitetura para projetar a ambientação do hall social de todos os oito pavimentos, das áreas sociais do prédio e do andar Unique.

“O Hospital desejava um projeto inovador, diferente do que já tinha até o momento. Não houve uma preocupação de se manter uma mesma identidade, mas sim desenvolver um projeto moderno, com um novo padrão de decoração aliado à tradição do Moinhos de Vento”, conta a arquiteta Moema Wertheimer, que coordenou o projeto.

Com 15 apartamentos,  o andar Unique – como o próprio nome já diz – teve como conceito ser um ambiente de atendimento único e diferenciado, no padrão VIP. No projeto de interiores desses apartamentos, segundo Moema, como eles tinham medidas diferentes, o maior desafio foi criar um mobiliário único, que se adaptasse aos diferentes layouts.

“Como solução foram criados módulos que, além de serem aplicados em qualquer layout, facilitariam na execução da obra e em sua manutenção”, relata a arquiteta.

E para tornar o ambiente dos apartamentos mais personalizável, como salienta Moema, foram desenvolvidos painéis de vidro para recados, “onde os acompanhantes podem deixar mensagens para os pacientes e os médicos orientações clínicas”.

Para Carlos Marczyk, trata-se de uma unidade de internação diferenciada, com suítes exclusivas, que integram um projeto arquitetônico de linguagem contemporânea.

Complementarmente, Moema enfatiza que o projeto de ambientação de interiores teve como premissa a humanização, “trabalhada a partir da criação de um ambiente homelike, que caracteriza-se por trazer a todos a sensação de estar em casa”, explica.

Materiais

O bem-estar de pacientes, acompanhantes, médicos e colaboradores esteve no centro do projeto, mas sem perder de vista a racionalidade na escolha de formas e materiais. Conforme pontua Moema, a especificação dos mesmos foi pautada por critérios como resistência, durabilidade, facilidade de higienização, além de agilidade de manutenção, segurança e sustentabilidade.

“Optamos pela escolha de materiais não-poluentes, atóxicos, benéficos ao meio ambiente, que caracterizam-se pelo uso de matérias-primas que apresentam ecoeficiência no processo de fabricação e descarte”, finaliza a arquiteta.

Matéria publicada na 23ª edição da revista HealthARQ. 

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