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Produtividade do trabalho na indústria brasileira sobe 0,9

Produtividade do trabalho na indústria brasileira sobe 0,9

Produtividade do trabalho na indústria brasileira sobe 0,9
outubro 15
09:03 2013
Imagem: Divulgação

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De acordo com o calculo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira aumentou 0,9% em agosto ante julho, na leitura com ajuste sazonal. A avaliação foi feita por Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp.

No acumulado de 12 meses, a indústria do País registrou ganho de 2,2% enquanto o setor manufatureiro paulista anotou alta de 1,5%. O estudo evidencia um cenário positivo, mas a trajetória da indústria em relação à produção física versus horas pagas é ruim e o custo do salário dentro de cada produto ainda é muito superior em relação aos ganhos de produtividade.

O aumento da produtividade – o cálculo da produção física por horas pagas – em agosto resultou do crescimento de 0,2% da produção e da queda de 0,7% de horas pagas. Segundo Francini, o panorama não é tão agradável. “Embora exista melhora, ela é mais dentro da redução de pessoal contratado que no crescimento na produção física.”

A pesquisa mostra ainda que, desde junho deste ano, a produção física industrial mostrou um ligeiro crescimento, mas não o suficiente para recuperar as perdas ocorridas nos meses anteriores.

Em janeiro deste ano, a produção física despencou 2,1%, em fevereiro e em março continuou em queda, de 1,9%. Em abril, a Fiesp calcula perdas de 0,9%, seguida por 0,3% em maio.

 Já no mês de junho, a produção física cresceu 0,5%, passando para 0,9% em julho e agosto, resultando em mais fechamento de postos de trabalho e redução das horas pagas do que no aumento efetivo da produção.  “Aumento da produção sem contratação acaba resultando no aumento da produtividade”.

Dos setores da indústria de transformação avaliados pelo Depecon, a produtividade no acumulado em 12 meses caiu em cinco deles e aumentou em 12. Os destaques positivos foram a indústria de madeira (13,1%), de calçados e couro (11,7%), refino de açúcar e álcool (8,7%) e meios de transporte (5,7%).

 Entre as perdas em produtividade, os piores resultados ficaram com os segmentos de fumo (-11,9%), alimentos e bebidas (-2,9%) e metalurgia básica (-2%).

Quanto aos custos de salário, enquanto a produtividade da indústria brasileira cresceu 2,2% no acumulado de 12 meses, a folha real por trabalhador aumentou 4,8%.  O custo salarial chegou a 5,1% no acumulado de maio de 2012 a maio deste ano, enquanto os ganhos com produtividade foram de 1,4%.

 O índice calculou ainda que em 14 dos 17 setores da indústria de transformação, o aumento da folha de pagamento real por trabalhador também superou o crescimento da produtividade no acumulado de 12 meses.

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