Nova alternativa para tratar trombose venosa

Foto: Divulgação

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Uma nova técnica endovascular para o tratamento de trombose venosa chega a Curitiba. O procedimento minimamente invasivo feito sem cortes, possui curta duração e com menor risco de sangramento. “O Tratamento Trombolítico Fármaco-Mecânico fragmenta o trombo em pequenos pedaços e aspira esses microfragmentos para que não se desloquem em direção ao pulmão”, conta o cirurgião vascular do Hospital Nossa Senhora das Graças, Márcio Miyamotto.

A dissolução rápida do trombo em um ou dois dias, ou até mesmo em horas, faz com que as válvulas venosas sejam preservadas e as veias não permaneçam parcial ou totalmente fechadas. De acordo com o especialista as sequelas tardias de desconforto, como inchaço, varizes e feridas de difícil cicatrização são evitadas. “Por ser menos invasiva, em relação as cirurgias convencionais, a cirúrgica é menos agressiva e o retorno as atividades normais são precoces e melhora a qualidade de vida”, destaca o médico.

Para que o tratamento seja eficaz e seguro o Dr. Miyamotto orienta que o paciente procure por profissionais com experiência em técnicas endovasculares avançadas e que estejam acostumados a utilizar com segurança medicações trombolíticas. “Isso deve-se ao alto risco de sangramento associado a essa substância”, destaca e acrescenta. “O tempo de início do tratamento também é fundamental. Quanto mais precoce o acesso a um profissional especializado e habilitado, melhores serão os resultados”.

Apesar de sua eficácia, o Tratamento Trombolítico Fármaco-Mecânico deve seguir um protocolo rígido de segurança, pois existe um risco considerável de hemorragia devido a medicação trombolítica. “Por isso, nem todas as pessoas podem realizar esse tratamento”, enfatiza o médico.

A trombose venosa consiste na formação de trombos ou coágulos dentro das veias, interrompendo o fluxo sanguíneo. “Esses trombos podem ainda deslocar-se de seu local de formação em direção ao pulmão, levando a uma condição grave que é a embolia pulmonar, por vezes fatal”, enfatiza o especialista.

O tratamento convencional é realizado por meio de medicação anticoagulante que não dissolve o trombo, porém evita o seu crescimento e a possível migração para os pulmões. “Esta medicação deve ser mantida por vários meses, ou até por alguns anos, até que o próprio organismo encarregue-se de dissolver o coágulo e recanalizar as veias que sofreram a trombose”, explica o Dr. Miyamotto.

Segundo o cirurgião vascular e endovascular, a dissolução do trombo não ocorre em todos os casos de forma adequada e mesmo quando ocorre, existe ainda a destruição das válvulas venosas que mantém um fluxo sanguíneo eficaz. “Quando a trombose atinge veias maiores, como as veias ilíacas e a veia cava inferior, a dissolução do trombo é menos comum e a função geralmente é comprometida. Isso leva a formação de varizes, inchaço persistente e mais tardiamente, ao aparecimento de feridas de difícil cicatrização”, destaca o especialista. As sequelas tornam-se mais acentuadas e restritivas em indivíduos jovens e ativos com expectativa de vida mais longa que utilizem os membros inferiores com mais intensidade.

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